HIPNOSE

Histórico

A Hipnose constitui-se no registro mais antigo de todas as terapias. Seja nas histórias referidas nos afrescos das cavernas, seja nas cerimônias xamânicas com dança, seja através de rituais de cura com sacerdotes, perde-se no tempo da história de todos os continentes, o uso dos estados alterados de consciência para a auto-cura. Tais estados são caracterizados pela fenomenologia hipnótica do transe, que vai se expressar através do grau de sensibilidade individual das pessoas em cada sessão.

Durante o transe, que é um estado natural, a mente fica hiperfocalizada proporcionando diversos benefícios ao paciente, pela flexibilização da comunicação entre a mente consciente e inconsciente.

 

Aplicações

A Hipnose pode ser utilizada tanto para autoconhecimento como para incremento de performances cognitivas, artísticas e desportivas. Porém, seu uso mais conhecido é no tratamento de transtornos emocionais, psicossomáticos e distúrbios da dor crônica.

A procura pela hipnose clínica ou científica, à medida que vem sendo conhecida e reconhecida pelos seus resultados, tem crescido nos consultórios de médicos, psiquiatras, psicólogos e dentistas.

O Conselho Federal de Medicina indica as seguintes aplicações para a hipnose científica:

– Transtornos da ansiedade (ansiedade generalizada, estresse, estresse pós-traumático, fobias, pânico, transtornos sotaformes e conversivos);

– Transtornos do sono;

– Transtornos do relacionamento conjugal e familiar;

– Transtornos de personalidade;

– Transtornos devido ao uso indevido de substâncias psicoativas;

– Transtornos da sexualidade (frigidez e impotência psicogênicas);

– Nas áreas da Cardiologia (hipertensão arterial sistêmica), Neurologia (enxaquecas, paralisias, lesões de esforço repetitivo), Ginecologia e Obstetrícia (vaginismo, partos sem dor), na traumatologia, na Anestesiologia, no controle da dor crônica e dos hábitos indesejáveis (gagueira, tiques e outros).

Sabe-se da utilidade da hipnose científica na melhoria da aprendizagem, e no aperfeiçoamento da performance para o esporte de competição.

Em Odontologia, há muito tempo utiliza-se da hipnose clínica para a dessensibilização da fobia pelo tratamento dentário, controle do pânico, prevenção do vômito, indução de analgesia, vasoconstrição e anestesia, além do controle do bruxismo.

Sabe-se também da extrema utilidade da hipnose para os transtornos autonômicos e à indução de estados especiais de relaxamento equivalentes à meditação, podendo preparar as mulheres para o parto ou qualquer situação de estresse futuro, como cirurgias, falar para pequenos ou grandes públicos de interesse profissional ou social.

Isso tudo, sem contar o enorme benefício de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal que exercícios repetidos de auto-hipnose podem trazer ao praticante, melhorando o sono, a memória, a auto-estima e facilitando o processo de tomada de decisão.

 

NÍVEIS DE TRANSE

1. Estado Sonambúlico

Transe mais profundo, quando a respiração é muito lenta. Há anestesia completa e a pessoa fica altamente sugestionável. Pode ocorrer escrita automática e alucinações positiva ou negativas.

 

2. Transe Profundo

Fase de relaxamento profundo, na qual o paciente pode apresentar letargia, catalepsia (estado de rigidez dos músculos, permanecendo o indivíduo na posição em que foi colocado) e voz vagarosa. Nesse estágio, há anestesia e receptividade a sugestões diretas. É possível a regressão e a progressão total e imediata.

 

3. Transe Médio

O paciente acessa fatos do presente e do passado.

 

4. Transe Leve

Estado em que abrem-se as emoções e lembranças. É possível uma regressão parcial.

 

5. Estado Hipnoidal

Fase de relaxamento em que a pessoa fala e responde facilmente e não se percebe em hipnose.

 

Fonte: Ricardo Feix, Álvaro Genro, Teresa Robles, José Carlos Jotz e Elizabeth Gava.

 

Ética

Código de Ética da International Society of Hypnosis – ISH (download em PDF)

 

Aprovações pelos Conselhos

Confira os textos oficiais dos Conselhos aprovando o emprego da hipnose para uso clínico em Odontologia, Psicologia e Medicina.